Analise CD - As margens do teu rio - Davi Sacer

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Com produção de Kleyton Martins, Às margens do teu rio é o terceiro álbum solo de Davi Sacer, gravado em estúdio – igual aos dois anteriores – com parceria da gravadora Art Music, que o lançou no mês de julho de 2012. O álbum é composto por quinze canções inéditas, que tem como tema o desejo de habitar às margens do rio do Senhor. 

Antes de qualquer dúvida esclareço: sim, Davi Sacer tem contrato com a Som Livre – as quais continua firmemente, inclusive com o lançamento do CD Promessas 2012 e com planejamentos para gravação de um novo CD em 2013; entretanto, Davi tinha contrato com a gravadora Art Music – contrato esse que previa a gravação de três CDs com esse selo, mas que tinha apenas dois gravados, Deus não falhará e Confio em ti. Sendo esse o último dessa fase, Davi disse, pouco antes do lançamento: “Para finalizar uma parceria muito positiva com a Art Gospel, estou em processo de gravação do próximo CD, que será o último deste contrato, a ser lançado ainda no primeiro semestre de 2012”. 

Sobre o CD, todas as canções tiveram arranjos do mesmo Kleyton – aliás, verão, ao longo da análise, como essa foi uma completa mudança, se comparado ao que estávamos acostumados a ouvir nas produções de Davi. Novamente, igual ao último CD de estúdio, houve captação de áudio, para ser inserida em várias canções – não tantas, como no mesmoConfio em ti

Antes de iniciar, quero falar um pouco sobre a capa. Confesso que ela me causou surpresa, pois as anteriores carregavam muitas cores, e essa capa – lindíssima, por sinal – carrega tons de branco a preto. O projeto gráfico do álbum teve design assinado pela agência mineira Quartel Design – a mesma que assina capas de Fernanda Brum, Nívea Soares e Diante do Trono. Quando comprei o CD Confio em ti, me surpreendi com a embalagem em digipack; dessa vez, me surpreendi pela perfeição da combinação do design com o modelo da embalagem (que se tornou comum). 

A música de início é Decreto de vitória, de Adriano Barreto e Denner de Souza, que é uma música rápida, mas não do estilo de júbilo. Seu estilo – principalmente da introdução – me lembram Se não fosse o Senhor, do Trazendo a Arca. Os arranjos são simples, com alguns toques do teclado e da guitarra, uma batida firme da bateria e baixo. O backing no pré-coro e coro dão um peso ótimo na canção. As paradinhas durante da música dão o toque final, em uma música que é pesada, rara para Sacer. Versa o capítulo 49 de Isaías: “Firmado estarei, esperando a minha hora; eu tenho uma promessa, um decreto de vitória”. 

Das rápidas, Ninguém pode apagar é a minha favorita. Começa direto com a letra do coro, suave, seguida de um solo de guitarra, aliada ao peso da bateria. Uma quebrada no tempo da bateria vai conduzindo, junto do teclado, a canção, feita pelo grande trio Davi Fernandes, Davi Sacer e Jill Viegas. O coro lembra muito o estilo de sertanejo universitário. Destaco o backing vocal – principalmente a segunda no coro. Gosto das cordas ao longo de toda a canção, principalmente no pós-coro, desembocando em um solado no coro. Canção diferente em seus arranjos. 

Decido crer me lembra muito Louvado seja, do primeiro CD de Davi – embora a orquestra de cordas ao longo da canção dá lugar de primasia ao teclado. É, sem dúvida, uma das mais belas letras, que fora composta por Davi, Luiz Moreira e Scooby – traz um alento àqueles que estão sofrendo na tempestade, durante lutas e tempestades (leia Mateus 14:22-33). O coro é primoroso, principalmente com o backing vocal, que é suave, mas providencial. A canção ganha força no pós-coro. 

Pra mim, a mais linda de todo o CD é, também, a faixa-título. Às margens do teu rio, escrita pelo Anderson Freire, carrega estilos que estamos acostumados a ver em trabalhos anteriores. Uma introdução com teclado e baixo, conduz à voz de Davi – aliás, ajudada pelo som do público (lembrando: captação do som separada). Fala sobre o desejo que temos de estar próximo dos rios de Deus, mesmo que nossas vontades tentem nos segurar. Me lembra muito Tu és poderoso, do álbum Confio em ti. O toque dado pelas cordas, em qualquer música de Davi, dá um plus na música – com destaque pro solo da guitarra. Tem tudo pra ser uma das músicas do ano de 2012. 

Davi Fernandes e Renato César compuseram Palavra final. É um interessantíssimo pop-rock, que traz um estilo com marcação constante da bateria, com bastante firmeza. A letra é perfeita para todos aqueles que acham que é o fim de tudo, mas que não se lembram que há um Deus que possam crer. 

A canção Enquanto eu louvo, traz uma lindíssima introdução, no teclado e violão. Pra mim, a letra, de Kelson e Sacer, é a mais linda do CD. Traz um estilo – que é o meu favorito – congregacional, que Davi sabe fazer como poucos. Uma canção que começa suave, e vai ganhando peso, até chegar ao coro. Mais uma vez, notamos uma bela participação do backing. Destaque para o pós-coro, que versa “Meu Deus nunca falhou e nunca falhará”. 

Com uma música que me lembrou em vários momentos Thalles Roberto, temos Esta noite que passou, que foi escrita pela famosa dupla Davi Sacer e Luiz Arcanjo. É um monólogo de Deus, falando conosco, como se estivéssemos há horas buscando uma palavra de Deus, e ele trazendo uma palavra de alento e cura. O solo no meio da canção, com a guitarra, dá uma boa quebra na canção. Quem ouve a canção percebe que é um estilo completamente diferente de tudo o que Davi já gravou. 

Fiel até o fim traz uma introdução que aliou toques eletrônicos junto do teclado. Escrita pelo quarteto Davi Fernandes, Diego Viana, Luiz Moreira e Davi Sacer, fala sobre os momentos em que, inseguros, decidimos ouvir a voz de Deus. O backing é simples, mas ótimo no coro. O solo no pós-coro é excelente e o canto “Aleluia, aleluia, aleluia”, bem suave, dá o toque de qualidade a oitava canção do álbum. 

Outra belíssima canção é Superar limites, que traz uma excelente introdução. Com a caneta de Diego Viana e Sacer, a canção, em um dueto do casal Davi e Verônica, fala sobre um Deus que é do impossível, que faz milagres. Um coro que traz a beleza de uma letra, aliado a um coro de vozes primoroso. Saiba que a mão do Senhor nos faz superar limites, pois ele é fiel. 

A próxima, Quando a igreja louva, de Rodiney Santos, é uma canção rápida, mas que tem uma pegada diferente, com a guitarra, e a presença dos metais. O coro é muito legal, que canta “Quando a Igreja louva desce glória, sobe glória, desce glória”. A tessitura de Davi é impressionante antes do coro – na verdade, todo o arranjo vocal da canção é excepcional. O solo de vários instrumentos, como o baixo e o teclado, é muito legal. 

Continuamos: Confiarei, com introdução muito legal, nas cordas e teclado, é de Scooby, Luiz Moreira e Sacer. A suavidade da bateria, com o violão e o teclado dão uma base maravilhosa na música. Os solos de cordas e teclado, ao longo da música, são de arrepiar. Os arranjos de voz e música dão a impressão que se encaixaram como uma luva na letra, que fala que devemos confiar em Deus e em sua palavra, que não falham. 

Para onde ir é uma canção suave, que é conduzida brilhantemente no teclado. Embora algumas vezes aparecem belíssimos arranjos de cordas, é a canção mais leve do CD. Em um contraste com Essa noite que passou, traz uma oração de uma pessoa à Deus. A canção, novamente muito bem assinada por Anderson Freire, traz um lindo coro: “Troca os meus sonhos pelos sonhos teus; cancela os meus planos pra viver os teus.” Linda canção! 

A restituição, reconstrução e restauração dos muros, vivendo a glória da segunda casa, são a essência de Pra viver a restituição, de Sacer, Denise Bittencourt e Felipe Cruz. Os arranjos, ao longo da canção, carregam uma qualidade já comum dos CDs de Davi, embora a temática seja pouco explorada em seus álbuns solo. A combinação entre as vozes e a orquestra de cordas é perfeita. 

Luiz Moreira e Davi escreveram Totalmente livre, que mais uma vez traz uma bela introdução – dessa vez completa, com cordas, teclado e bateria – e uma condução com cordas, muito bem desenvolvida. Fala do nosso sentimento de liberdade, quando estamos ligados diretamente a Deus, fazendo a sua vontade. Destaco para os poucos, mas providenciais toques da guitarra. 

Uma introdução diferente, inclusive com uma narrativa de Davi, traz Razão de tudo. A letra, de Davi Fernandes, Sacer e Renato César, fala sobre o contraste entre o que os outros pensam de Deus – marcado pela suavidade da canção - e o que nós sabemos sobre Deus – marcado pelo peso da música. As vozes, muito firmes durante a canção, acompanham os arranjos, que contrastam a leveza das cordas com o pop-rock da bateria e guitarra. Destaque para a parada no meio da canção. Enfim, canção linda pra encerrarmos. 

Amados, pra quem está acostumado com Davi, perceberá que é um CD diferente do que estamos acostumados a ouvir. A qualidade na produção e criação do CD é notória – estendida também aos belíssimos autores das canções. Vale a pena comprar, ouvir e ser abençoado! 

Que Deus te abençoe! 

@jonathacardoso 

Fonte: Super Gospel

redeportal

Some say he’s half man half fish, others say he’s more of a seventy/thirty split. Either way he’s a fishy bastard. Google

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